domingo, 14 de março de 2010

Ainda será normal?

    Nos anos de 2014 e 2016 o Brasil será o foco mundial, recebendo, respectivamente, a Copa do Mundo e as Olimpíadas Mundiais, quando naturalmente, virão para assistir aos eventos, pessoas de todas as partes do mundo. Mas será que até lá a necessidade de termos uma consciência social será um assunto resolvido?    Será ainda tão normal esperar uma condução por tanto tempo e, quando ela finalmente passar, ela literalmente... passe, sem seque prestar a “solidariedade” de parar no ponto? Acho que não precisamos pensar muito para esta resposta.
    É claro que em nenhum lugar no mundo haja um país completamente resolvido quanto a todas as necessidades sociais, mas talvez estejamos no ranking da desordem. Imagine se justamente no dia da final da Copa do Mundo, no Maracanã, São Pedro resolva fazer chover o que estaria previsto para o mês inteiro, somando o fato ao desrespeito da população de jogar seu lixo em qualquer pedaço de chão? Não há dúvidas de que a atração passará a ser o Rio Maracanã transbordando, e não mais o jogo em questão. Será ainda tão normal furarmos as filas de bancos, urinarmos nas ruas em plena luz do dia, ignorarmos as placas de trânsito e até mesmo não cedermos o lugar num assento para uma gestante ou idoso?
    Já contamos com tantos assuntos a serem discutidos, como por exemplo, o transporte e a segurança pública, que a solidariedade deveria ser um estilo de viver, e não uma maquiagem mal feita, quando tentamos nos defender da péssima repercussão mundial. Olhando o calendário, percebemos que ainda há muito tempo para alterarmos este cenário social, embora, talvez para isso precisemos não de quatro anos, mas sim de quarenta.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Pinto está crescendo

    Poucos meses, antes mesmo da virada do ano, os moradores do Santo Cristo já observavam faixas que traziam o convite para o desfile do popular Bloco Carnavalesco Pinto Sarado, que com apenas quatro anos de existência, já surpreende com o grande número de foliões desfilando pelas ruas do bairro.

    Foi após uma frustrada experiência que alguns amigos viveram em um bloco vazio, que surgiu a ideia de trazerem o carnaval para a porta de suas casas. No dia 18 de fevereiro de 2006 esse grupo de amigos botava na rua o bloco Pinto Sarado para desfilar, contando com a ajuda de amigos e familiares.

    A cada ano que passa, o bloco conta com um número maior de foliões, que acompanhados de um potente carro de som e de uma bateria formada por integrantes da Vizinha Faladeira e amigos, saem cantando pelas ruas diversos sambas que já viraram hinos do carnaval carioca, como “Explode coração” (Salgueiro - 1993) e “Festa Profana” (União da Ilha - 1989), além do samba do bloco, escolhido no ano de 2009, mesmo ano em que contou com a ilustre presença do carnavalesco Milton Cunha em seu desfile.
    Neste ano o bloco estava inigualável. As vendas de aproximadamente mil camisas, somadas com o fato de o bloco já não contar apenas com os moradores, mas também com ex-moradores e visitantes de outros locais, prometeram o maior desfile dos quatro anos. E assim foi. Todos os que estavam ali presentes tinham estampado no rosto a alegria de fazerem parte daquela animada multidão, expressando ao cantar as marcantes canções lembradas pela banda.
    Com toda exigência da Riotur para o cadastramento de blocos de rua no ano passado, os organizadores do Pinto Sarado se apressaram e receberam com sucesso a autorização do desfile de 2010, porém a prefeitura ficou em dívida quanto ao cumprimento de algumas promessas, como a de instalar banheiros químicos na rua e a de enviar guardas municipais para o controle local. Mesmo assim, tenho a certeza que para todos que aproveitaram o bloco, a questão do esquecimento do bairro por parte da prefeitura foi respondida aos berros com o poderoso alerta na canção que diz: Cuidado que o pinto está crescendo!




O potente carro de som que garantiu a execução dos
marcantes sambas cariocas




Parte dos foliões que tomaram as ruas do Santo Cristo
atrás do Pinto Sarado

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A nova sede da AMAGA

    Após alguns anos de solicitação à prefeitura, e mesmo sem o apoio de uma parte dos moradores locais, a AMAGA (Associação de Moradores e Amigos da Gamboa) inaugurou, no dia 19/01/2010 a sua mais nova sede na Rua Sacadura Cabral 297, onde segundo o seu presidente Eduardo de Sousa Pedro, mais conhecido na região como Papu, representa o início de uma grande parceria com a Subprefeitura do Centro, que trará inúmeros benefícios para o tão esquecido bairro da Gamboa.

    Além de alguns moradores e o subprefeito Tiago Barcellos, estavam presentes representantes do 5° BPM, do CPRJ (antigo PAM Venezuela) e do Sindicato dos Estivadores do Rio de Janeiro, que defendem a importância de uma Associação de Moradores na luta por melhorias da região.

     Eram quase onze horas da manhã, numa terça-feira quente de verão, quando o Subprefeito Tiago Barcellos chegou à cerimônia de inauguração da Sede, sendo bastante atencioso e cordial com todos que estavam presentes e demonstrando, acima de tudo, um imenso alvoroço com a realização. Segundo Tiago, desde que veio trabalhar com Eduardo Paes, jamais havia passado por uma cerimônia que lhe exigisse um discurso e revelou por várias vezes que estava muito nervoso e apreensivo por falar em público. Com o presidente da Associação, não era diferente. Desde a chegada do primeiro convidado, até a ida do último, Papu não parou de andar de um lado para o outro, demonstrando no olhar, o orgulho de trazer, depois de muita persistência e teimosia, uma grande conquista ao bairro. Quando não estava na companhia de algum repórter, dando entrevista, estava posando para uma foto.

    Por pedido de uma moradora que estava na cerimônia, após o discurso do presidente da
Associação e do subprefeito, o Hino nacional foi cantado por todos os presentes, e sem acompanhamento de som, afinal, o hino não estava incluído na programação. No fim tudo deu certo, pois foi super especial para todos ouvir o hino soando à capela da voz de cada um que estava dentro da sede, seguido de palmas e assobios.
    Embora na região existam pessoas que discordam da iniciativa de uma Associação de Moradores, A AMAGA se mantém desde 1997, com o apoio de muitos que, em sua maioria, moram na região por mais de vinte anos. Com a nova sede bem no coração do bairro, cresce a esperança do apoio unânime da população, pois como sabemos, é preciso que este nó esteja atado. Por enquanto, só temos a desejar ao presidente Papu muita sorte e sabedoria com seus planos e projetos.

  Kimura

Presidente Eduardo de Sousa Pedro discursa aos presentes

  Kimura

Promessa de uma grande parceria: Presidente da
Associação Eduardo de Sousa e o Subprefeito do
Centro Tiago Barcellos



  Kimura

Momento em que o subprefeito descobre a placa de
inauguração da nova sede